Workshop apresenta bases da prática recomendada para concreto projetado com fibra

No dia 6 de julho, o Grupo de Trabalho WG 12 – Concreto Projetado do Comitê Brasileiro de Túneis organizou o workshop Práticas Recomendadas para o Concreto Projetado Armado com Fibras. O workshop foi fruto de um trabalho de pesquisa sobre concreto projetado com fibras que teve início na década de 1990 na Escola Politécnica da USP. “Desde então, acumulou-se experiência na área, sempre com o foco na melhor prática de aplicação do material e no controle de qualidade”, explica Antonio Figueiredo, professor da Poli-USP que liderou a pesquisa e apresentou o workshop. Na foto à esquerda, da esquerda para a direita, Cássio Moura, secretário geral do CBT, Antonio Figueiredo e Jairo Pascoal Jr, vice-presidente do Comitê.

No encontro foram apresentadas as bases da prática recomendada sobre concreto projetado com fibras. O objetivo é que no Tunnel Day 2018, que será realizado em 4 de dezembro, seja divulgada a publicação da primeira versão de uma prática recomendada para especificação e aplicação do concreto com fibras. “A ideia é ter um texto com fundamentos da aplicação e controle do concreto projetado reforçado com fibras, com especial atenção aos procedimentos de dosagem e dos ensaios destinados ao controle da qualidade do material”, ressalta Figueiredo. “A fundamentação do documento, além do conhecimento desenvolvido em pesquisa no tema, está nas normas técnicas brasileiras e internacionais e nas diretrizes já publicadas em outros países”. 

O objetivo dos responsáveis pela elaboração do documento é ter uma abordagem simples, com respeito às boas práticas, de modo a garantir a sua aplicabilidade. “Neste sentido, o debate ocorrido no workshop foi fundamental para o aprimoramento da documentação, que terá continuidade com o aporte de sugestões dos participantes do workshop e com a revisão dos trabalhos por parte de profissionais reconhecidos do setor”, destaca o professor.

“Esta é uma área ainda extremamente carente de normas técnicas em nosso país”, finaliza Figueiredo. “Nosso papel, como técnicos e pesquisadores, é colaborar para que esta lacuna seja preenchida”.