Working Group 5 da ITA publica revisão de duas diretrizes importantes para o setor tuneleiro. Confira!

Edson Peev, engenheiro mecânico da Herrenknecht do Brasil, é um dos membros do Working Group 5 da ITA-AITES (International Tunnelling and Underground Space Association). O grupo é responsável pelo tema "Health and Safety in Works" e busca estabelecer relações entre a área de saúde e segurança ocupacional em construções de túneis. Durante os últimos anos, o WG5 publicou diversas diretrizes visando estabelecer boas práticas de operação para garantir a segurança durante a construção de obras subterrâneas. 

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"Essas diretrizes não têm a intenção de substituir ou superar normas locais existentes”, explicou o engenheiro. Peev contou que os documentos servem para orientar os profissionais inclusive em situações em que não existem normas locais específicas, reunindo a experiência e condições de diferentes países. 

Em 2018, o WG5 está publicando a revisão de duas diretrizes. A primeira aborda o uso de câmaras de refúgio que devem ser usadas durante construções de túneis mecanizados ou convencionais. Em situações de emergência, essas câmaras são um refúgio seguro para os profissionais até que eles possam ser resgatados com segurança.

"Essa diretriz aborda os aspectos de projeto, uso, inspeção e treinamento no uso das câmaras de refúgio. É recomendado que todo túnel tenha uma, a menos que uma avaliação de risco do projeto descarte a necessidade ", contou Peev.

A outra diretriz que foi revisada trata do trabalho em obras subterrâneas sob ar comprimido a alta pressão. A norma foi inicialmente elaborada em conjunto com a Associação Britânica de Túneis, que havia identificado a falta de diretrizes nesta área. A última revisão incluiu o uso de técnicas de saturação, em que os operadores passam um tempo mais longo sob pressão. Segundo o engenheiro, essa técnica elimina a maior parte do risco à saúde associado às múltiplas descompressões requeridas para as várias intervenções. 

"A saturação tem sido usada mesmo em trabalhos sob pressões mais baixas em que normalmente não seria necessária, melhorando a produtividade e segurança dos operadores", completou Edson Peev, membro do Working Group 5.